O nascer do sol me traz a sensação de recomeço. O sol nasce e com ele novas possibilidades ... novas conquistas ... novos horizontes.

O Mesa Arch é um arco de pedra de aproximadamente 40 metros de comprimento, por cima de um precipício. Ele fica localizado no Parque Nacional Canyolands, no estado de Utah, Estados Unidos.

A sequência de fotos que originaram essa imagem foi tirada nos cinco primeiros minutos do nascer do sol, pra que ele iluminasse a parte inferior do arco e ficasse exatamente do jeito que eu queria. Foi preciso madrugar, literalmente. Como é proibido dormir próximo ao local, tive que acordar as três da manha, pegar um trecho de estrada fora e dentro do parque e caminhar por uma trilha de 40 minutos na escuridão.

Mas confesso que a dificuldade maior foi fazer enquadramento e foco no escuro. Por isso, nessas horas a intuição ajuda. Valeu a pena.

Depois de 40 minutos navegando pelo Lago Grey, com ventos de mais de 80 km/h, chegamos à parte mais bonita do Glaciar, localizado no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena.

Essa imagem, registrada com a câmera infravermelha, para capturar todas as nuances do gelo, desapareceu completamente dias depois que tirei a foto.

O “Glaciar Grey” é, pra mim, um grande mistério. Como um gigante de gelo com picos de mais de 30 metros de altura pode ser tão frágil a ponto de perder centenas de metros por ano por causa do aquecimento global?

A primeira impressão que se tem quando olhamos essa imagem é a de uma árvore seca com um céu azul e nuvens brancas ao fundo.

Mas na verdade não é nada disso. O cenário é completamente diferente. Primeiro, essa árvore está bem viva e resistindo aos fortíssimos ventos patagônicos – de mais de 160 km/h no dia em tirei essa foto. Aliás, justamente por causa disso, tive que tirar a foto com a câmera na mão, porque toda vez que posicionava o tripé, ele era levado pelo vento.

E o que parece uma calmo céu azul, é, na realidade, a parte de baixo de uma cachoeira, de uns 30 metros de altura, com água azul-esverdeada, característica das regiões andinas.

No Antelope Canyon, 200 metros pra frente da entrada, com a câmera apontada diretamente pra cima, registrei o que chamei de arco íris do canyon.

Se você olhar no centro da foto vai perceber que é a parte mais alta e clara deste local. A luz alaranjada vai perdendo intensidade à medida em que reflete na parede. E a parte mais baixa fica cada vez mais escura e, portanto, o laranja vai se transformando em roxo.

Essa é uma foto extremamente complicada de se tirar. Pra conseguir captar uma diferença de luminosidade tão radical é preciso múltiplas exposições. Sem contar as diferentes regulagens de foco.

A variedade de cores selecionada pela própria natureza é, na minha opinião, capaz de levar alegria à qualquer pessoa e ambiente.

Quando achei que já tinha visto tudo o que há de mais bonito no Antelope Canyon, me deparei com uma das imagens mais especiais dessa expedição.

Com a câmera apontada diretamente para o teto, logo acima de uma curva em ‘’s” da rachadura, vê-se a imagem de um coração.

Mas, para conseguir enxergá-lo, precisei posicionar a câmera num ponto muito especifico. Se movesse alguns centímetros pra qualquer direção, perderia uma das imagens mais incríveis que já vi.

Mais do que um lembrete de que precisamos estar atentos em cuidar da natureza; pra mim esta imagem é, principalmente, um recado muito claro de que ELA também está sempre cuidando de nós.

Ao logo do seu percurso, o canion do Zion guarda alguns lugares mágicos. Esse trecho do Virgen River talvez seja o mais bonito deles.

A combinação das pedras, árvores e plantas parece uma pintura, tamanha a perfeição do cenário.

O Antelope Canyon, localizado próximo à cidade de Page, nas terras da Nação Navaja, no Arizona, talvez seja um dos lugares mais sureais e espetaculares do planeta.

No Outono a luz do sol não consegue atravessar às formações muito estreitas do teto e chegar ao chão. Por isso, só é possível ver essa variedade de cores porque a pouca luz que incidi no alto da fenda é refletida milhares de vezes nas paredes irregulares do Canyon.

Foi preciso uma licença especial pra que eu pudesse levar o tripé e fotografar no local por duas horas.

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